“DIU de cobre ou hormonal?” É uma das dúvidas mais comuns de quem pensa nesse método. Antes de comparar, se a sua preocupação é a colocação em si, vale ler o guia sobre se o DIU dói para colocar e o que esperar do procedimento. Aqui, explicamos como cada tipo funciona, suas diferenças, mitos e para quem cada um costuma ser indicado.
Como cada um funciona
DIU de cobre (sem hormônios): libera íons de cobre que provocam uma resposta no útero, criando um ambiente hostil aos espermatozoides e dificultando o encontro com o óvulo. Atua antes da fecundação e não interfere no ciclo hormonal natural. Existe ainda a versão com cobre e prata, em que a prata ajuda a estabilizar o cobre e a preservar as propriedades do dispositivo.
DIU hormonal: libera uma pequena quantidade de levonorgestrel, um tipo de progesterona, diretamente no útero. Esse hormônio espessa o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides, e modifica o endométrio, tornando-o menos favorável à fecundação.
Comparativo lado a lado
| Aspecto | DIU de cobre | DIU hormonal |
|---|---|---|
| Hormônios | Não contém | Libera levonorgestrel no útero |
| Como age | Íons de cobre tornam o ambiente hostil aos espermatozoides | Espessa o muco cervical e modifica o endométrio |
| Fluxo e cólicas | Podem aumentar, sobretudo nos primeiros meses | Tendem a reduzir; parte das usuárias menstrua menos |
| Efeitos hormonais | Não interfere no ciclo hormonal natural | Algumas usuárias podem ter efeitos, em geral pouco frequentes |
| Duração | De 5 a 10 anos, conforme o modelo | Em geral até 5 anos |
| Interação com medicamentos | Não sofre interferência de medicamentos | Atenção a casos específicos, por ser hormonal |
| Libido e amamentação | Não altera a libido e é compatível com a amamentação | Compatível com a amamentação; efeitos variam |
| Reversibilidade | Reversível, fertilidade retorna rapidamente | Reversível, fertilidade retorna após a remoção |
Quem pode usar cada um
O DIU de cobre costuma ser uma boa opção para quem:
- Prefere ou precisa evitar hormônios.
- Tem alguma contraindicação ao uso de hormônios, sempre avaliada pelo médico.
- Está amamentando.
- Usa medicamentos que podem interagir com contraceptivos hormonais.
- Busca a maior duração possível, de até 10 anos em alguns modelos.
O DIU hormonal pode ser indicado para quem:
- Tem fluxo menstrual intenso e deseja reduzi-lo.
- Sofre com cólicas fortes ou quadros como endometriose.
- Prefere menstruar menos ou não menstruar.
Em todos os casos, a indicação final é feita pelo ginecologista, considerando o seu histórico e as suas necessidades.
Um destaque atual: DIU de cobre e medicamentos como o Mounjaro
Medicamentos como a tirzepatida, conhecida pela marca Mounjaro, podem retardar o esvaziamento gástrico e reduzir a absorção de anticoncepcionais orais, o que levanta dúvidas sobre a eficácia das pílulas. Por não depender de hormônios nem da absorção pelo organismo, o DIU de cobre não sofre esse tipo de interferência, sendo uma alternativa segura para quem faz uso desses medicamentos. É mais um ponto a conversar com o seu médico.
Mitos e verdades
Mito: o DIU de cobre engorda.
Na verdade: por não conter hormônios, o DIU de cobre não está associado a ganho de peso nem altera a libido.
Mito: o DIU hormonal é sempre melhor porque diminui a menstruação.
Na verdade: depende do que você busca. Reduzir o fluxo é vantagem para algumas mulheres, mas outras preferem manter o ciclo natural, sem hormônios.
Mito: o DIU de cobre causa cólicas para sempre.
Na verdade: o fluxo e as cólicas podem aumentar nos primeiros meses, mas tendem a se estabilizar com a adaptação. A versão com prata pode ajudar a amenizar esse efeito.
Onde a Andalan entra
A Andalan, da DKT, é a linha de DIUs de cobre sem hormônios, com eficácia entre 99,2% e 97,4%. Para quem busca uma contracepção de longa duração e livre de hormônios, a linha reúne diferentes formatos e tamanhos: o Classic Cu 380 (formato T, até 10 anos), o Comfort Cu 375 (formato Ômega, até 5 anos), o Silverflex Cu 380 Ag e o Copperflex Cu 380 (formato Y, até 5 anos), além das versões Mini para cavidades uterinas menores. O Silverflex traz a combinação de cobre e prata, que ajuda a preservar as propriedades do dispositivo. A definição do modelo ideal é feita com o ginecologista.
| Na voz da especialista“Não existe um DIU melhor que o outro em termos absolutos. Existe o mais adequado para cada mulher, conforme o seu histórico, as suas necessidades e as suas preferências. Por isso, a decisão deve ser sempre compartilhada com o médico.”Dra. Larissa Cassiano, médica ginecologista da DKT South América |
| Leia também: se a sua dúvida também é sobre a dor e o procedimento de colocação, veja o guia completo: DIU dói para colocar? O que esperar do procedimento |
Perguntas frequentes
Qual a principal diferença entre o DIU de cobre e o hormonal?
A presença de hormônios. O de cobre não tem hormônios e age pelos íons de cobre; o hormonal libera levonorgestrel no útero.
Qual dura mais?
O DIU de cobre pode durar de 5 a 10 anos, dependendo do modelo. O hormonal costuma durar até 5 anos.
O DIU de cobre altera a menstruação?
Pode aumentar o fluxo e as cólicas, principalmente nos primeiros meses de adaptação. A versão com prata pode ajudar a amenizar.
Quem não pode usar hormônios pode usar DIU?
Sim. O DIU de cobre é uma opção sem hormônios, indicada inclusive para quem tem contraindicação hormonal, conforme avaliação médica.
Os dois são reversíveis?
Sim. Em ambos, a fertilidade retorna após a remoção do dispositivo.
Referências: diretrizes do ACOG sobre manejo da dor em procedimentos uterinos e cervicais em consultório (2025); recomendações do CDC para uso de contraceptivos (2024); orientações da OMS e da FIGO sobre contracepção e cuidado centrado na paciente.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. O DIU deve ser inserido na cavidade uterina exclusivamente por um médico e é contraindicado em casos de malformação uterina. A eficácia contraceptiva do produto é de 99,2% a 97,4%. Para mais informações, leia a bula.


